![]() |
||
|
[ índice
] |
||
|
Cursos Seqüenciais
O que um curso de Gestão Estratégica de Vendas pode acrescentar à carreira de um profissional que passou os últimos 23 anos encarando, no dia-a-dia, a responsabilidade de gerenciar uma grande loja de departamentos? O que leva uma jovem estudante, em plena idade universitária, a optar diretamente por um curso de formação específica – no caso, Gestão de Cerimonial e Eventos – ao invés de uma graduação tradicional? O que estará fazendo em Gestão de Negócios Imobiliários um corretor calejado por 25 anos de atuação no mercado? E como entender que uma nutricionista, muitos anos depois de formada, matricule-se em Estética e Imagem Pessoal? As respostas fazem parte da história de vida de quatro dos muitos estudantes que integraram, em maio de 2002 e em fevereiro de 2003, as primeiras turmas dos cursos seqüenciais da Unopar, em Londrina. Concebidos por Darcy Ribeiro, um dos maiores educadores brasileiros de todos os tempos, os Cursos Seqüenciais de Formação Específica foram aprovados pelo MEC em 1998, com o objetivo de possibilitar a quem concluiu o ensino médio uma rápida inserção no mercado de trabalho. Trata-se de um modelo adotado com sucesso nos Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e em outros países do Primeiro Mundo. Regulamentados pelo Artigo 44 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e por resoluções e portarias governamentais, esses cursos conferem diploma de ensino superior e duram, em média, dois anos.
Um instrumento para Jorge Na prática, os seqüenciais extrapolaram em muito seu objetivo inicial. No caso de Jorge Cassins Neto, está sendo um instrumento para, como ele próprio diz, ter uma melhor percepção de mercado e, com isso, conseguir tomar decisões mais ágeis e eficazes. Depois de rescindir contrato com uma das maiores lojas de departamentos do País, para a qual trabalhou em oito cidades de médio e grande porte, Cassins escolheu Londrina para morar. Passou a pesquisar alternativas para aprimorar-se profissionalmente, até deparar-se com uma edição de jornal em que a Unopar anunciava, entre outros, o curso de Gestão Estratégica de Vendas. Inscreveu-se, passou no exame de seleção e, enquanto conciliava o curso na Unopar com a gerência de uma empresa de cartões de compras, Cassins recebeu uma proposta para voltar a trabalhar com o segmento com o qual mais se identifica: o varejo. O resultado é que, desde novembro, Jorge Cassins Neto é o gerente comercial da Sierra Studio, loja de móveis e decoração de alto padrão instalada na Avenida Madre Leônia Milito, zona sul de Londrina. Envolvido, durante 23 anos, com o segmento popular, Cassins diz que o curso da Unopar tornou-se, para ele, uma ferramenta a mais para enfrentar o desafio de lidar, agora, com a venda de produtos direcionados para um público classe A. "Aprendi coisas novas, referentes principalmente a Organização, Sistemas e Métodos, Administração, Tópicos Especiais e Direito", afirma ele.
Uma vocação para Dayane Para Dayane Miguel, 19 anos de idade, a viagem de férias no verão de 2001 representou muito mais que alguns dias agradáveis de sol e mar. Ao retornar, ficou sabendo que venceria, em poucos dias, o prazo de inscrições para o curso de Gestão em Cerimonial e Eventos da Unopar, do qual ela tomara conhecimento, através de amigos, no final do ano anterior. Naquela época, Dayane havia concluído o ensino médio e, desde então, contraíra o mesmo dilema que atormenta nove em cada dez estudantes: terminado o segundo grau, que rumo seguir? Ela conta que pensava em trabalhar na área de eventos, porém cursos afins como Turismo e Relações Públicas não a seduziam. Foi aí que decidiu abandonar a idéia de cursar uma graduação e investir em uma formação específica. "Gosto de manter contato com pessoas. E, na Unopar, vi que essa era mesmo a minha afinidade, a minha vocação", avalia Dayane. A decisão mostrou-se correta. Há alguns meses, ela conseguiu estágio no Londrina Convention & Visitors Bureau, órgão mantido por 52 empresas, entidades e associações cuja finalidade é promover e divulgar Londrina e captar eventos para a cidade. Ou seja: enquanto cursa Cerimonial e Eventos na Unopar, Dayane trabalha exatamente com isso no Convention. "Estou levando teoria e prática ao mesmo tempo", diz a estudante, que nesse período envolveu-se de corpo e alma em eventos de grande porte, como o Encomex (encontro de comércio exterior que movimentou a cidade em 2003) e o Seminário Destino Londrina, que atraiu empresas de fora para rodadas de negócios.
Um argumento para Margareth Enquanto Dayane Miguel dá os primeiros passos em sua carreira profissional, Margareth Watanabe tem outra preocupação: atualizar e ampliar os conhecimentos em seu segmento de mercado. Foi com esse objetivo que ela ingressou em Estética e Imagem Pessoal. Esteticista e maquiadora há 10 anos, Margareth – que também é formada em Nutrição – afirma que sentiu a necessidade de se aprofundar mais no assunto para atender cada vez melhor a clientela da clínica que ela e o marido mantêm no centro de Londrina. "No meu dia-a-dia, vi que precisava de um embasamento científico para oferecer melhores tratamentos aos meus clientes", reforça Margareth. Ela diz que, com os conhecimentos adquiridos em sala de aula, consegue argumentar com clientes e fornecedores sobre os princípios ativos dos produtos que utiliza na Mori’s Salão Unissex, sempre em busca de melhores resultados. "Os clientes se sentem mais seguros", revela Margareth, acrescentando que as colegas de faculdade – a maioria, segundo ela, atua faz tempo no mercado de trabalho – estão tendo maior aceitação profissional.
Um diploma para Bacarin É dono da Bacarin & Garcia Assessoria Imobiliária, delegado do CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) – que congrega 10 mil profissionais no Paraná, sendo 2,5 mil na região de Londrina – e diretor do sindicato londrinense da categoria (Sincil). Integra ainda o Conselho Estadual do CRECI e exerce também a presidência da Comissão Permanente de Licitações da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização). Apesar de todo esse currículo, Marco Antônio Bacarin cursa Gestão de Negócios Imobiliários na Unopar. "É preciso manter-se informado e atualizado", ele justifica, citando tópicos nos quais, afirma, todo corretor de imóveis deve estar permanentemente interessado: lei de zoneamento, lei de condomínios e loteamentos e, em especial, a parte jurídica que norteia essa atividade. Outro grande objetivo de Bacarin ao cursar Gestão de Negócios Imobiliários na Unopar é estar preparado para as mudanças que o Congresso Nacional deve implementar na legislação que regula a atividade do corretor de imóveis. Uma delas é a obrigatoriedade de ter um curso superior de formação específica para exercer a profissão. As mudanças estão tramitando no Congresso e, se aprovadas este ano, como é a expectativa dos corretores, passarão a valer em 2005. A exigência de diploma em um curso superior de formação específica viria a se somar a outra, implementada no segundo semestre do ano passado, quando os CRECIs passaram a aplicar um exame de eficiência para que o corretor possa se inscrever junto ao Conselho Federal da categoria. Os projetos que atualmente tramitam no Congresso Nacional prevêem que, com a formação específica, o corretor poderá exercer também a função de avaliador – um trabalho que vai muito além da emissão de simples pareceres de preço de mercado. O trabalho de um avaliador, explica Bacarin, compõe a perícia técnica, reconhecida por órgãos públicos. "O corretor está deixando de ser um mero aproximador de partes", diz Bacarin. "Desde a edição do novo Código Civil, em 2003, nossa profissão tem ganhado muito em responsabilidade e comprometimento social", ele avalia. "Daqui para frente, o grande diferencial de um corretor será a sua formação. Quem não estiver atualizado e habilitado, vai ficar para trás. |
|
|