Educação
UNOPAR recebe dois novos grupos de alfabetizadores do Nordeste
O projeto prevê a prática daquilo que os educadores aprenderam no Sul do País
Encerrou-se no dia 28 de agosto mais uma etapa do projeto de Alfabeti-zação Solidária que a UNOPAR promove em parceria com o Ministério de Educação (MEC). Durante 15 dias, trinta e dois alfabetizadores de dois Estados do Nordeste, sendo 19 educador
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O objetivo do projeto é fazer os alfabetizadores nordestinos, que passam pelo treinamento na região
sul do País, colocarem em prática o que aprenderam aqui, nas comunidades em que vivem, adaptando o novo conhecimento e as experiências
vividas para a dura realidade do Nordeste brasileiro. Para a pedagoga, de José da Penha, Irelda Fernandes Costa esse será o grande desafio.
"Nosso compromisso maior não está em trabalhar o analfabeto só na forma letrada, mas esclarecê-lo para a vida. Isso exige da nossa parte muita compreensão e dedicação, ressalta."
Já Maria Luiza de Oliveira, que concluiu o ensino médio, fez a seguinte avaliação: "O curso foi de grande importância, preparou-nos melhor em
nível de capacitação. Aprendemos aqui técnicas que serão úteis a nossa comunidade como por exemplo, a reciclagem de papel e plástico que
irão ajudar nossos futuros alunos a se manterem, ao mesmo tempo que estarão aprendendo a preservar o meio ambiente".
Solenidade de Encerramento
Uma bonita cerimônia marcou o encerramento da terceira etapa do projeto Alfabetização Solidária, que contou com a presença do Reitor Marco Antonio Laffranchi, da Vice-Reitora, Elisabeth Bueno Laffranchi, da Pró-Reitora Executiva, Wilma Jandre Melo, do Diretor da Faculdade de Ciências Jurídicas e Empresarias, Gino Azzolini Neto, da Diretora do Campus, Aparecida Theodora Gozo, do Diretor do campus de Arapongas, João Roberto Balan da Silva, dos coordenadores do Projeto Alfabetização Solidária, Joaquim de Medeiros Neto,
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Num discurso bastante comovido, a Vice-Reitora Elisabeth Bueno Laffranchi deixou a seguinte mensagem para os alfabetizadores: "Homens e mulheres, todos somos iguais, com as mesmas capacidades. Quando se arregaça as mangas é possível vencer até a seca". Na seqüência, o Reitor também se pronunciou, dando parabéns ao prefeito José Garcia e sua esposa, Maria Helena, pelo apoio demonstrado aos educadores. "Não é sempre que um prefeito vem de tão longe prestigiar seus professores. Esse apoio demonstra um comprometimento com a educação e nós da UNOPAR estaremos pronto também apoiá-los".
Para finalizar, o prefeito José Garcia fez a seguinte avaliação do curso de capacitação solidária: "Eu vejo como uma possibilidade impar de se promover a educação de verdade, principalmente dar oportunidade aos adultos de exercer a cidadania, através da sua assinatura em um documento", afirmou.
O professor e engenheiro Fernando Stancato, do curso de Engenharia Elétrica da UNOPAR, foi escolhido entre os 160 delegados de todo o mundo para ser um dos cinco brasileiros a representar o Brasil no Congresso da ONU (Organização das Nações Unidas), denominado o Unispace III, de 19 a 30 de julho, em Viena, na Áustria. Esse congresso discutiu os benefícios da exploração espacial para o próximo milênio. Fernando Stancato também compôs a mesa redonda que tratou da Educação Espacial e da experiência brasileira nesta área.
Entre algumas das propostas aprovadas pela ONU, o professor destacou a criação de cinco centros de educação espacial, sendo que um deles terá sede no Brasil. "Ainda na área educacional, discutiu-se a implantação, no currículo em nível médio, de matérias ligadas a essa área, além da criação da Semana do Espaço e de um conselho voltado para os jovens profissionais desse segmento, visando promover e propagar as idéias e projetos", comentou Stancato.
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Ele disse ainda que o Brasil já integra o seleto clube de tecnologia espacial. "Dominamos a tecnologia da construção de satélites e, em breve, estaremos realizando uma missão espacial completa, da construção do satélite ao seu lançamento, em Alcântara, no Maranhão", finalizou. Essa missão espacial, à qual o professor se refere, acontecerá em outubro, em data ainda ser marcada pelo Instituto Nacional de Pesquisa (INAPE) que construiu o satélite e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) que construiu o foguete a ser lançado.
As universidades londrinenses também estão explorando esse segmento. Na UNOPAR, por exemplo, está sendo criado um grupo de pesquisa aeroespacial, onde o objetivo será desenvolver equipamentos e sensores para este segmento. Stancato comentou que está sendo estudado um convênio com o CTA (Centro Tecnológico da Aeronáutica ), de São José dos Campos, São Paulo, visando colaboração com o Programa Espacial Brasileiro. "Ainda nesse semestre pretendemos lançar 20 microfoguetes experimentais, desenvolvidos por acadêmicos do primeiro ano do curso de Engenharia Elétrica, na disciplina de Introdução à Engenharia Elétrica.
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