PAN-AMERICANO
Ginastas da UNOPAR ganham medalha de ouro
Seleção Brasileira de GRD é patrocinada pela Universidade Norte do Paraná
O Brasil está em festa e a UNOPAR também. A Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica Desportiva (GRD), patrocinada pela Universidade Norte do Paraná, conseguiu a Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos, realizados em Winnipeg, no Canadá.
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A conquista do ouro no Pan-Americano emocionou o País. As apresentações das brasileiras,
embaladas por rítmos bem característicos nossos, como o samba, encantou os canadenses que aplaudiram em pé a performance da seleção. Mas poucos
sabem avaliar o esforço dessas meninas para chegarem ao primeiro lugar no podium de
Winnipeg. As lágrimas das ginastas e o desabafo de Camila Ferezin do Amarante comoveram o País: "A gente trabalhou muito. Esse resultado foi para premiar o nosso esforço".
Elas abdicaram da maior parte das suas liberdades na infância, na adolescência e até do simples prazer do convívio com suas famílias, em prol do sonho de conquistar uma medalha olímpica no ano 2000, em Sidney, Austrália. Agora, com certeza, mais próximo.
Muitos brasileiros, apesar de pouco terem ouvido falar em GRD, souberam reconhecer o esforço das ginastas e da comissão técnica. Tanto que as ginastas e a técnica, Bárbara Laffranchi, foram recebidas com grande festa pelos londrinenses que lotaram o Aeroporto e acompanharam, em carreata, o desfile das atletas em caminhão do Corpo de Bombeiros pelas principais ruas e avenidas da cidade. Também participaram do desfile a mãe da técnica Bárbara Laffranchi, a Vice-Reitora da UNOPAR, Elisabeth Bueno Laff
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O desfile das garotas só terminou na prefeitura de Londrina, onde elas foram recepcionadas pelo prefeito Antonio Belinati, secretários, funcionários e por alunos de duas escolas municipais da cidade.
As homenagens não pararam por aí. No dia seguinte da chegada ao Brasil, ginastas e técnica embaracaram para Brasília onde foram recebidas, junto com os outros atletas brasileiros que participaram do Pan, com um almoço pelo Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Os veículos de comunicação também demonstraram apoio à equipe, sendo que as atletas já participaram de vários programas de repercussão nacional, como o Jô Soares 11 e Meia, o Muvuca e muitos outros.
O campeonato mais importante e que vai definir a participação da Seleção Brasileira de GRD, nas Olimpíadas de Sydney, ainda está para acontecer, lembra a técnica Bárbara Laffranchi. É o Mundial de GRD, que acontece no Japão no final de setembro. Neste caso, a seleção brasileira tem que garantir uma posição superior aos outros países americanos, como Estados Unidos, Cuba e Canadá. "As equipes mais fortes são China, Japão, Brasil, Canadá, Estados Unidos e Coréia", cita.
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Grande Salto – A Ginástica Rítmica Desportiva do Brasil deu um grande salto de aperfeiçoamento técnico nos últimos anos. Basta ver a colocação no último campeonato mundial, realizado, ano passado, em Sevilha, quando as ginastas brasileiras pularam da 38a colocação para a 11a posição no ranking internacional, deixando favoritos como os Estados Unidos na 19a colocação e o Canadá na 26a colocação.
Muito desta evolução deve-se a um novo método de treinamento desenvolvido por Bárbara Laffranchi, baseado nos princípios
científicos de treinamento. Ela explica que, até há alguns anos, os treinos em GRD eram realizados com base na tentativa e erro.
Ou seja, as atletas repetiam exaustivamente os exercícios até que acertassem. Mas agora a técnica utiliza cálculos matemáticos
para saber quantas repetições de um mesmo exercício são necessários para a ginasta fazer corretamente um movimento. A expe-
riência vai virar um livro, que Bárbara Laffranchi pretende editar em breve.
A técnica da seleção brasileira afirma que a melhoria do desempenho da Ginástica Rítmica Desportiva brasileira deve-se ao apoio da UNOPAR , principal patrocinadora da seleção.
A universidade mantém uma grande estrutura de apoio à seleção brasileira. É por conta da instituição custos com alojamento, alimentação, educação, manutenção do ginásio de esporte, salário da técnica e da preparadora física (Simone Valente) e transporte.
Além disso, há toda uma equipe que trabalha nos bastidores dando suporte à seleção: nutricionista, massagista e um profis-
sional responsável pela avaliação cineantropométrica, além de um fisioterapeuta.
O trabalho da UNOPAR não se restringe só à seleção brasileira de GRD. A Escolinha de Ginástica recebe anualmente centenas de crianças, com idades acima de cinco anos.
As atletas da seleção brasileira de Ginástica Rítmica Desportiva (GRD) que treinam na UNOPAR de Londrina ganharam um forte aliado na preparação para o Campeonato Mundial. Logo depois dos Jogos Pan-Americanos, as meninas treinaram uma semana com o bailarino polonês Maciej Szyszkowski, 19 anos.
Maciej Szyskowski começou sua carreira aos 10 anos, no Balé Nacional de Gdansk, considerada uma das melhores escolas da Polônia. Atualmente, ele faz parte do corpo de balé da
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Atendendo um convite da Vice-Reitora da UNOPAR, Elisabeth Bueno Laffranchi, Maciej veio trabalhar os reflexos das ginastas.
"Todos os exercícios da Ginástica Rítmica Desportiva são baseados nos movimentos do balé, como os saltos, as piruetas e os equilíbrios. Apesar da GRD trabalhar ainda com a bola, arco, maça e fita, mas, o básico dos movimentos corporais vem do balé", explica Maciej.
