PAN-AMERICANO

Ginastas da UNOPAR ganham medalha de ouro

Seleção Brasileira de GRD é patrocinada pela Universidade Norte do Paraná

O Brasil está em festa e a UNOPAR  também. A Seleção Brasileira de  Ginástica  Rítmica Desportiva (GRD), patrocinada pela Universidade Norte do Paraná, conseguiu a Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos, realizados em Winnipeg, no Canadá.

 

No desfile pelas principais ruas da cidade, a  seleção brasileira de GRD é recebida com carinho e festa pelos londrinenses

A  técnica Bárbara Laffranchi e três ginastas são da equipe da UNOPAR. É no campus de Londrina que a seleção está concentrada e treinou durante mais de um ano para este campeonato.  A equipe é formada pelas ginastas londrinenses Alessandra Ferezin Guidugli, Camila Ferezin do Amarante e Dayane Camilo. Também fazem parte a brasiliense  Flávia Faria, a paulista Michele Salzano e a capixaba Juliana Coradine.

 A conquista do ouro no Pan-Americano emocionou o País. As apresentações das brasileiras, embaladas por rítmos bem característicos nossos, como o samba, encantou os canadenses que aplaudiram em pé a performance da seleção. Mas poucos
sabem avaliar o esforço dessas meninas para chegarem ao primeiro lugar no podium de Winnipeg. As lágrimas das ginastas e o desabafo de Camila Ferezin do Amarante comoveram o País: "A gente trabalhou muito. Esse resultado foi para premiar o nosso esforço".

 Elas abdicaram da maior parte das suas liberdades na infância, na adolescência e até do simples prazer do convívio com suas famílias, em prol do sonho de conquistar uma medalha olímpica no ano 2000, em Sidney, Austrália. Agora, com certeza, mais próximo.

 Muitos brasileiros, apesar de pouco terem ouvido falar em GRD, souberam reconhecer o esforço das ginastas e da comissão técnica. Tanto que as ginastas e  a técnica, Bárbara Laffranchi, foram recebidas com grande festa pelos londrinenses que lotaram o Aeroporto e acompanharam, em carreata, o desfile das atletas em caminhão do Corpo de Bombeiros pelas principais ruas e avenidas da cidade. Também participaram do desfile a mãe da técnica Bárbara Laffranchi, a Vice-Reitora da UNOPAR, Elisabeth Bueno Laff

No desembarque em Londrina, as ginastas, a técnica Bárbara Laffranchi e a  Vice-Reitora Elisabeth Laffranchi são recebidas pelo Reitor Marco Antonio Laffranchi

ranchi, que é membro do Comitê Técnico da Federação Internacio-
nal de Ginástica (FIG) e que atuou como júri superior na competição. A técnica e professora da UNOPAR, Márcia Aversani Lourenço,  a única brasileira a trabalhar como árbitro de GRD no Pan-Americano, também foi homenageada no retorno ao Brasil.

 O desfile das garotas só terminou na prefeitura de Londrina, onde elas foram recepcionadas pelo prefeito Antonio Belinati, secretários, funcionários e por alunos de duas escolas municipais da cidade.

As homenagens não pararam por aí. No dia seguinte da chegada ao Brasil, ginastas e técnica embaracaram para Brasília onde foram recebidas, junto com os outros atletas brasileiros que participaram do Pan, com um almoço pelo Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Os veículos de comunicação também demonstraram apoio à equipe, sendo que as atletas já participaram de vários programas de repercussão nacional, como o Jô Soares 11 e Meia, o Muvuca e muitos outros. 

O campeonato mais importante e que vai  definir a participação da Seleção Brasileira de GRD, nas Olimpíadas de Sydney, ainda está para acontecer, lembra a técnica Bárbara Laffranchi. É o Mundial de GRD, que acontece no Japão no final de setembro. Neste caso, a seleção brasileira tem que garantir uma posição superior aos outros países americanos, como Estados Unidos, Cuba e Canadá. "As equipes mais fortes são China, Japão, Brasil, Canadá, Estados Unidos e Coréia", cita.

O prefeito Antonio Belinati prepara uma grande festa para receber as atletas

Bárbara Laffranchi buscou no nosso folclore  um "tempero" a mais para tentar conquistar o público e os árbitros internacionais. Duas coreografias, que utilizam o ritmo bem brasileiro, foram escolhidas para serem mostradas nos Jogos Pan-Americanos e no Mundial. A série com arco e fita utiliza como tema um samba. Já na série com maças as meninas se apresentam  ao som do maracatu. As apresentações das brasileiras encantaram pela originalidade e se diferenciaram  dos demais países, pois optaram por músicas clássicas ou famosas trilhas sonoras de filmes. "Nas apresentações de conjunto  conta-se muito a originalidade. E o brasileiro tem sempre facilidade em ser original", avalia Bárbara Laffranchi.

  Grande Salto – A Ginástica Rítmica Desportiva do Brasil deu um grande salto de aperfeiçoamento técnico nos últimos anos. Basta ver a colocação no último campeonato mundial, realizado, ano passado, em Sevilha, quando as ginastas brasileiras pularam da 38a colocação para a 11a posição no ranking internacional, deixando favoritos como os Estados Unidos na 19a colocação e o Canadá na 26a colocação.

 Muito desta evolução deve-se a um novo método de treinamento desenvolvido por Bárbara Laffranchi, baseado nos princípios científicos de treinamento. Ela explica que, até há alguns anos, os treinos em GRD eram realizados com base na tentativa e erro. Ou seja, as atletas repetiam exaustivamente os exercícios até que acertassem. Mas agora a técnica utiliza cálculos matemáticos para saber quantas repetições de um mesmo exercício são necessários para a ginasta fazer corretamente um movimento. A  expe-
riência vai virar um livro, que Bárbara Laffranchi pretende editar em breve.

 A técnica da seleção brasileira afirma que a melhoria do desempenho da Ginástica Rítmica Desportiva brasileira deve-se ao apoio da UNOPAR , principal patrocinadora da seleção.

 A universidade mantém uma grande estrutura de apoio à seleção brasileira. É por conta da instituição custos com alojamento, alimentação, educação, manutenção do ginásio de esporte, salário da técnica e da preparadora física (Simone Valente) e transporte.

 Além disso, há toda uma equipe que trabalha nos bastidores dando suporte à seleção: nutricionista, massagista e um profis-
sional responsável pela avaliação cineantropométrica, além de um  fisioterapeuta.

 O trabalho da UNOPAR não se restringe só à seleção brasileira de GRD. A Escolinha de Ginástica recebe anualmente centenas de crianças, com idades acima de cinco anos.

Seleção brasileira tem aulas com bailarino polonês

 As atletas da seleção brasileira de Ginástica Rítmica Desportiva (GRD) que treinam na UNOPAR de Londrina ganharam um forte aliado na preparação para o Campeonato Mundial. Logo depois dos Jogos Pan-Americanos, as meninas treinaram uma semana com o  bailarino polonês Maciej Szyszkowski, 19 anos.

 Maciej  Szyskowski começou sua carreira aos 10 anos, no Balé Nacional de Gdansk, considerada uma das melhores escolas da Polônia. Atualmente, ele faz parte do corpo de balé da

O bailarino Maciej com    Bárbara Laffranchi e as atletas da UNOPAR e seleção brasileira

escola John Granko Ballet School, em Stuttgart, Alemanha, com mais de 50 integrantes, comandada por um dos bailarinos mais considerados da Europa, John Neumeier.

 Atendendo um convite da Vice-Reitora da UNOPAR, Elisabeth Bueno Laffranchi, Maciej veio trabalhar os reflexos das ginastas.

 "Todos os exercícios da Ginástica Rítmica Desportiva são baseados nos movimentos do balé, como os saltos,  as  piruetas e os equilíbrios. Apesar da GRD trabalhar ainda com a bola, arco, maça e fita, mas, o básico dos movimentos corporais vem do balé", explica Maciej.

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