Noticias da Universidade Norte do Paraná - Nº 004 - Dezembro 2003

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Ciências Aeronáuticas

Pioneirismo no Ar

Ciências aeronáuticas da Unopar destaca-se pela infra-estrutura e a qualidade do corpo docente

Unopar é uma das instituições pioneiras na oferta de graduação em Ciências Aeronáuticas. Foi o terceiro curso superior para pilotos implantado na América do Sul. Criado em dezembro de 1999, nasceu como alternativa à formação técnica oferecida até o início da década de 90 pelos aeroclubes e escolas de aviação. Atualmente o curso da Unopar se destaca por ser um dos mais bem equipados do País e pela qualidade do corpo docente.
Os alunos de Ciências Aeronáuticas da Unopar têm como professores 15 profissionais oriundos da Força Aérea Brasileira (FAB), do Departamento de Aviação Civil (DAC), do Aeroclube de Londrina, da Embraer, Infraero e companhias aéreas como Varig, Vasp, Air France e Ladeco. Além de formar pilotos, o curso também tem a finalidade de qualificar profissionais para atuar em outras áreas em terra, como despacho, segurança de vôo e instituições de ensino aeronáutico.Outro ponto forte do curso, a infra-estrutura conta com três laboratórios específicos: de simulação de vôo; de física e mecânica; e de comunicações e mock-up (maquete de cabine de

 
















Aula de simulação de vôo:laboratórios são ponto forte de Ciências Aeronéuticas  
 

avião) para aulas de instrução de coordenação de cabine. A Unopar também possui uma aeronave Beechcraft Baron B-58, um bimotor de seis lugares totalmente equipado para vôo por instrumentos, que serve de apoio à qualificação dos futuros pilotos. O curso tem duração de três anos.
Segundo o coordenador da graduação em Ciências Aeronáuticas, professor Jonas Liasch, as disciplinas curriculares dão ênfase à segurança de vôo e à formação do comandante como administrador e representante da companhia aérea, e "não um simples operador de equipamento". Desde sua concepção, o curso da Unopar pretende preparar os profissionais da aviação para enfrentar os desafios do próximo milênio, trabalhando, por exemplo, o conceito de Gerenciamento de Recursos de Tripulação (Crew Resource Management, Chairman). Este conceito enfatiza a função gerencial do comandante, tomada de decisões e relacionamento humano, ferramentas vitais na prevenção de acidentes aeronáuticos. O curso conta com a única agente de segurança de vôo de Londrina. A professora Vivien Aparecida Corazza da Costa habilitou-se a compor uma Comissão de Investigação de Acidentes por ter feito, em Brasília, o curso do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão do Departamento de Aviação Civil (DAC).
Vivien costa foi uma das poucas civis entre os participantes do curso, que reuniu oficiais das Forças Armadas do Brasil, Argentina, Chile, Equador, Peru, Panamá e Angola. O projeto de participação do curso foi desenvolvido de forma participativa. Os trabalhos foram coordenados por uma comissão paritária, formada por representantes da Unopar e do Aeroclube de Londrina. O perfil do profissional a ser formado considera os aspectos legais, e parte de uma projeção das necessidades e atribuições indispensáveis não apenas ao comandante, mas também aos demais profissionais de aviação da atualidade. Trata-se, portanto, de um curso elaborado por profissionais da aviação. Seguindo uma tendência ainda registrada na profissão, o curso conta com apenas 5% de alunas. "Embora não exista preconceito em relação às mulheres nas companhias aéreas, elas ainda são minoria no comando das aeronaves", observa o professor Liasch.
O DAC já homologou o curso da Unopar para formação de Piloto Comercial, Piloto de Linha Aérea e Vôo por Instrumentos. Em novembro do ano passado a instituição também recebeu visita de uma comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) para reconhecimento do curso, que agora depende apenas de portaria do Ministério da Educação.
 

Tomadores de Reféns são tema de palestras

Pode acontecer com qualquer um, em qualquer lugar. De repente, um seqüestro. O avião é dominado. Nestas circunstâncias, qualquer um pode virar refém. Ou, então, pode se ver na situação de ter que negociar. E daí, o que fazer?
Foi para responder esses questionamentos que o curso de Ciências Aeronáuticas reuniu todos os alunos no dia 28 de julho, no Campus Piza, para uma palestra do coronel da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) Carmelo Zapala Giufrida. Ex-comandante do Batalhão Bandeirante, braço armado terrestre do 4º Comar (Comando Aéreo Regional), que abrange os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Carmelo Giufrida abordou o tema "Negociação com tomadores de reféns, sob apoderamento ilícito, em aeronaves e área aeroportuária".
Aos alunos, Giufrida repassou a legislação pertinente e os acordos internacionais, comentou sobre a estrutura nacional para o combate a esse tipo de crime e relembrou casos famosos, como o "Setembro Negro" de Munique, onde terroristas palestinos assassinaram atletas que participavam dos Jogos Olímpicos de 1972.
Citou estatísticas, como essas: 52% dos seqüestros (de todos os tipos) são protagonizados por desequilibrados mentais e a média de duração de um seqüestro é de 12 horas, podendo chegar a 40. Integrante do grupo que passou por treinamento direto da SWAT norte-americana, Carmelo Giufrida também deu dicas importantes para quem, um dia, pode ter que negociar com um seqüestrador.
Algumas: ganhe tempo e registre tudo, para facilitar a identificação do modus operandi dele; seja o mais honesto possível, evite truques; nunca diga não, suavize as exigências; nunca imponha prazos ou faça sugestões; evite intervenções problemáticas (familiares, advogados, clérigos, psicólogos); elimine palavras também problemáticas

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