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Ciências Aeronáuticas |
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Pioneirismo no Ar |
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Ciências aeronáuticas da Unopar destaca-se pela infra-estrutura e a
qualidade do corpo docente |
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Unopar
é uma das instituições pioneiras na oferta de graduação em Ciências
Aeronáuticas. Foi o terceiro curso superior para pilotos implantado na
América do Sul. Criado em dezembro de 1999, nasceu como alternativa à
formação técnica oferecida até o início da década de 90 pelos
aeroclubes e escolas de aviação. Atualmente o curso da Unopar se
destaca por ser um dos mais bem equipados do País e pela qualidade do
corpo docente.
Os alunos de Ciências Aeronáuticas da Unopar têm como professores 15
profissionais oriundos da Força Aérea Brasileira (FAB), do
Departamento de Aviação Civil (DAC), do Aeroclube de Londrina, da
Embraer, Infraero e companhias aéreas como Varig, Vasp, Air France e
Ladeco. Além de formar pilotos, o curso também tem a finalidade de
qualificar profissionais para atuar em outras áreas em terra, como
despacho, segurança de vôo e instituições de ensino aeronáutico.Outro
ponto forte do curso, a infra-estrutura conta com três laboratórios
específicos: de simulação de vôo; de física e mecânica; e de
comunicações e mock-up (maquete de cabine de |
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Aula de simulação de vôo:laboratórios são ponto forte de Ciências
Aeronéuticas
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avião)
para aulas de instrução de coordenação de cabine. A Unopar também
possui uma aeronave Beechcraft Baron B-58, um bimotor de seis lugares
totalmente equipado para vôo por instrumentos, que serve de apoio à
qualificação dos futuros pilotos. O curso tem duração de três anos.
Segundo o coordenador da graduação em Ciências Aeronáuticas, professor
Jonas Liasch, as disciplinas curriculares dão ênfase à segurança de
vôo e à formação do comandante como administrador e representante da
companhia aérea, e "não um simples operador de equipamento". Desde sua
concepção, o curso da Unopar pretende preparar os profissionais da
aviação para enfrentar os desafios do próximo milênio, trabalhando,
por exemplo, o conceito de Gerenciamento de Recursos de Tripulação (Crew
Resource Management, Chairman). Este conceito enfatiza a função
gerencial do comandante, tomada de decisões e relacionamento humano,
ferramentas vitais na prevenção de acidentes aeronáuticos. O curso
conta com a única agente de segurança de vôo de Londrina. A professora
Vivien Aparecida Corazza da Costa habilitou-se a compor uma Comissão
de Investigação de Acidentes por ter feito, em Brasília, o curso do
Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA),
órgão do Departamento de Aviação Civil (DAC).
Vivien costa foi uma das poucas civis entre os participantes do curso,
que reuniu oficiais das Forças Armadas do Brasil, Argentina, Chile,
Equador, Peru, Panamá e Angola. O projeto de participação do curso foi
desenvolvido de forma participativa. Os trabalhos foram coordenados
por uma comissão paritária, formada por representantes da Unopar e do
Aeroclube de Londrina. O perfil do profissional a ser formado
considera os aspectos legais, e parte de uma projeção das necessidades
e atribuições indispensáveis não apenas ao comandante, mas também aos
demais profissionais de aviação da atualidade. Trata-se, portanto, de
um curso elaborado por profissionais da aviação. Seguindo uma
tendência ainda registrada na profissão, o curso conta com apenas 5%
de alunas. "Embora não exista preconceito em relação às mulheres nas
companhias aéreas, elas ainda são minoria no comando das aeronaves",
observa o professor Liasch.
O DAC já homologou o curso da Unopar para formação de Piloto
Comercial, Piloto de Linha Aérea e Vôo por Instrumentos. Em novembro
do ano passado a instituição também recebeu visita de uma comissão do
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) para
reconhecimento do curso, que agora depende apenas de portaria do
Ministério da Educação.
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Tomadores de
Reféns são tema de palestras
Pode
acontecer com qualquer um, em qualquer lugar. De repente, um
seqüestro. O avião é dominado. Nestas circunstâncias,
qualquer um pode virar refém. Ou, então, pode se ver na
situação de ter que negociar. E daí, o que fazer?
Foi para responder esses questionamentos que o curso de
Ciências Aeronáuticas reuniu todos os alunos no dia 28 de
julho, no Campus Piza, para uma palestra do coronel da
reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) Carmelo Zapala
Giufrida. Ex-comandante do Batalhão Bandeirante, braço
armado terrestre do 4º Comar (Comando Aéreo Regional), que
abrange os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul,
Carmelo Giufrida abordou o tema "Negociação com tomadores de
reféns, sob apoderamento ilícito, em aeronaves e área
aeroportuária".
Aos alunos, Giufrida repassou a legislação pertinente e os
acordos internacionais, comentou sobre a estrutura nacional
para o combate a esse tipo de crime e relembrou casos
famosos, como o "Setembro Negro" de Munique, onde
terroristas palestinos assassinaram atletas que participavam
dos Jogos Olímpicos de 1972.
Citou estatísticas, como essas: 52% dos seqüestros (de todos
os tipos) são protagonizados por desequilibrados mentais e a
média de duração de um seqüestro é de 12 horas, podendo
chegar a 40. Integrante do grupo que passou por treinamento
direto da SWAT norte-americana, Carmelo Giufrida também deu
dicas importantes para quem, um dia, pode ter que negociar
com um seqüestrador.
Algumas: ganhe tempo e registre tudo, para facilitar a
identificação do modus operandi dele; seja o mais honesto
possível, evite truques; nunca diga não, suavize as
exigências; nunca imponha prazos ou faça sugestões; evite
intervenções problemáticas (familiares, advogados, clérigos,
psicólogos); elimine palavras também problemáticas
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