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O dia 25 de junho representou mais um marco para o Projeto Biblos, que
arrecada livros, revistas e enciclopédias para equipar escolas que não
contam com bibliotecas regulares. Naquele dia, os organizadores do
projeto entregaram dez mil publicações para a Escola Municipal Maria
Cândida Peixoto Sales, localizada no Jardim Santa Fé, zona leste de
Londrina.
O material foi arrecadado entre alunos e funcionários da Unopar e
membros da comunidade. Boa parte dos exemplares foi obtida pela
Gincana Solidária, um tipo de trote cultural promovido em abril por
veteranos dos cinco cursos do Centro de Ciências Empresariais e
Sociais Aplicadas (CCESA) para recepcionar os calouros.
As publicações foram entregues à diretora da escola, Adriana Rodrigues
Rosa, pelo coordenador do projeto, Joaquim de Medeiros Neto, e pela
coordenadora de Extensão da Unopar, Sônia França. A então secretária
municipal de Educação, Magda Tuma, prestigiou a solenidade.
A biblioteca – batizada de Maria Angélica Bacinello, em homenagem a
uma ex-integrante do Conselho Escolar – é fruto também do esforço da
prefeitura (que construiu a sala) e da Associação de Pais e Mestres
(que a mobiliou). A escola Maria Cândida atende 420 crianças de 1ª a
4ª série. A biblioteca vai disponibilizar leitura para sete mil
pessoas das comunidades dos jardins Santa Fé, Monte Cristo e Rosa
Branca.
Na hora de descarregar o caminhão que transportou os livros, as
crianças tomaram a frente. Elas mesmas fizeram questão de levar as
centenas de caixas até a biblioteca – alguns, sozinhos; outros, em
equipe. Já na biblioteca, os próprios alunos abriram as caixas. Foi o
único momento em que a algazarra deu lugar a um pouco de silêncio:
logo depois de abertas as caixas, as crianças, cada uma em um canto,
começaram a "devorar" os livros.
A entrega do material à escola Maria Cândida foi o ponto alto da 11ª
edição do projeto. Biblos, palavra de origem grega que significa
livros, foi o nome escolhido para batizar o projeto que nasceu a
partir do programa Alfabetização Solidária, que a Unopar mantém em
parceria com o Ministério da Educação. Numa das idas a José da Penha
(RN), conta Joaquim Medeiros, docentes que participavam, lá, do
trabalho de capacitação dos professores do ensino fundamental
constataram que a população de seis mil habitantes não contava com
qualquer biblioteca. "Foi quando surgiu a idéia de montar uma", afirma
o professor. déia de montar uma", afirma o professor.
Universitários, professores, funcionários e a comunidade londrinense
arrecadaram milhares de gibis, revistas, livros didáticos, de
literatura, entre outros. Estava montado, em José da Penha (RN), o
primeiro Biblos, em 8 de novembro de 1999. O projeto continuou, agora
enfocando as comunidades carentes de Londrina. De lá pra cá, foram
montados outros dez Biblos com mais de 100 mil exemplares arrecadados.
Outros três estão em andamento.
Até novembro, mais três
escolas serão beneficiadas
Pela primeira vez desde que surgiu há quatro anos, o Projeto Biblos
tem três edições acontecendo simultaneamente. É que desde a segunda
semana de agosto estão sendo desenvolvidas campanhas de arrecadação de
livros, revistas e enciclopédias para equipar bibliotecas de três
escolas – duas em Londrina e uma em Arapongas.
Em Londrina, vão ser beneficiadas a Escola Municipal Atanázio Leonel,
que atende 446 crianças da zona norte, e a Guarda-Mirim, onde estudam
300 alunos. E, em Arapongas, a Escola Municipal Antônio Grassano
Júnior, que tem 270 alunos de educação infantil e de 1ª a 4ª série. A
campanha de arrecadação prossegue até 31 de outubro. O material será
entregue no final de novembro. |
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O Professor Joaquim de Medeiros Neto
exibe livro-modelo, observado pela diretora da escola, Adriana
Rodrigues Rosa, a então secretária municipal de Educação , Magda Tuma
e a coordenadora de Extensão da Unopar, Sônia França
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O primeiro contato com os livros:dez mil
exemplares para a comunidade dos jardins Santa Fé, Rosa Branca e Monte
Cristo
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