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Reciclagem |
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Retalhos
Preciosos |
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Projeto de Educação
Artística ensina mães a transformar restos de tecidos em fonte de
renda |
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A técnica surgiu no Egito, como uma atividade lúdica capaz de
estimular a criatividade e agradar os sentidos através da combinação
de cores. Para as mulheres de bairros carentes da zona leste de
Londrina, porém, o pachtwork (técnica que consiste em combinar
retalhos de tecidos, formando diferentes desenhos) abre novas
possibilidades de vida. Na sede do Clube das Mães Unidas, na Vila
Ricardo, um grupo de aproximadamente 35 mulheres está aprendendo,
desde o mês de março, a aproveitar retalhos que são doados por
confecções da cidade.
Elas vêm de bairros como Monte Cristo, Santa Fé, Rosa Branca, Santa
Inês, San Rafael, Pindorama e Vila Fraternidade, e integram o projeto
de extensão "O Uso do Material Reciclado para Aumentar a Renda e
Auxiliar na Melhoria da Qualidade de Vida", desenvolvido por alunas do
4º ano do curso de Educação Artística (com ênfase em Computação
Gráfica) da Unopar. O grupo
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Mães em ação: opção de sustento
a partir
de matéria-prima praticamente sem custo |
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eúne-se
todas as terças-feiras à tarde para aprender a transformar retalho em
arte. Sob orientação da professora Eliza Geraes Greca, coordenadora do
projeto, e das alunas Mariley Cardoso de Matos e Ana Paula Galli, são
produzidos tapetes, almofadas, edredons, pegadores de panela e outras
peças confeccionadas a partir de técnicas artesanais, que incluem
também o "fuxico".
O projeto de extensão começou a ser desenvolvido no ano passado, em
uma comunidade da zona sul da cidade, e deverá estar em um bairro
diferente a cada ano. O objetivo do trabalho, segundo a professora
Eliza, é ensinar às mulheres de famílias carentes um ofício que mais
tarde possa transformar-se em fonte de renda.
Ela destaca ainda outros aspectos que estão sendo estimulados, como a
criatividade, a melhoria da auto-estima, o incentivo à convivência com
outras pessoas e a consciência ambiental, resultante da possibilidade
de aproveitamento de materiais que antes iam para o lixo.
A assistente social da Prefeitura de Londrina e coordenadora na região
leste das oficinas oferecidas pelo Clube das Mães Unidas, Ignez
Vidotti, ressalta alguns pontos favoráveis do projeto: "A população
local tem pouco acesso a atividades que gerem algum tipo de renda, daí
a importância de iniciativas como esta”, avalia Ignez Para as alunas
Mariley de Matos e Ana Paula Galli, conviver com pessoas submetidas a
uma outra realidade tem sido um constante aprendizado. "São mulheres
carentes em vários aspectos. A gente percebe que quando produzem algo
que fica bonito passam a se sentir melhor. Estamos dando o pontapé
inicial para que depois elas possam ter uma opção de sustento, a
partir de uma matéria-prima praticamente sem custo", analisam.

A professora Eliza Greca: projeto estimula criatividade,
auto-estima e consciência ambiental |
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