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Um passo adiante |
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"Atenas
que nos espere" |
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Bicampeonato pan-americano dá a GR Brasileira o direito de sonhar com
o primeiro pódio olímpico |
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Ginásio poliesportivo da Unopar, Jardim Piza, zona sul de Londrina,
sábado 2 de agosto, perto de uma da tarde. A Seleção Brasileira Adulta
de Ginástica Rítmica de Conjunto acabara de realizar o último
treinamento antes do embarque para Santo Domingo. Diante de árbitros,
imprensa e platéia, a equipe simulara, em condições de competição, as
coreografias que havia ensaiado exaustivamente nos últimos oito meses.
A técnica Bárbara Laffranchi, surpreenden-temente comedida, concede a
enésima entrevista do dia: – As meninas estão muito bem preparadas. Se
não cometerem nenhum erro, vamos ganhar a medalha de ouro. Mas o que
interessa, para nós, é que o Pan é mais uma etapa na preparação para o
Pré-Olímpico. Nosso objetivo maior é chegar às Olimpíadas.
Pavilhão de Ginástica do Parque Del Este, em Santo Domingo, capital da
República Dominicana, 10 de agosto, Dia dos Pais, quase dez da noite.
A Seleção Brasileira Adulta de Ginástica Rítmica de
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A delegação campeã pan-americana:da
esq. para a dir.,
Ana Maria Maciel, Natália Eidt, Fernanda Cavalieri,
Dayane Camillo, Camila Ferezin, Bárbara Laffranchi,
Thalita Nakadomari e Gabriela Andrioli. |
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Conjunto acabara de conquistar sua terceira medalha de ouro nos XIV
Jogos Pan-Americanos, a principal competição esportiva entre nações
das Américas. A equipe conquistara o bicampeonato pan-americano de
conjunto e, de quebra, o ouro nos dois aparelhos em disputa: a fita e
o arco e bola. A técnica Bárbara Laffranchi, eufórica, concede a
enésima entrevista da noite: – As meninas estão de parabéns. Depois do
erro no início da apresentação de arco e bola, achei que elas não iam
segurar a onda. Demonstraram muita garra e maturidade. Estou
orgulhosa. Atenas que nos espere!
As lágrimas das ginastas brasileiras na República Dominicana refletiam
não apenas o delírio momentâneo de um grupo de adolescentes que optou
por trocar uma infância de brincadeiras por exaustivos treinamentos,
nos quais as palavras de ordem não são passeios e namoricos, e sim
dedicação, disciplina e perseverança a toda prova.
Retratavam, também, a angústia de pais e mães, o trabalho qualificado
de psicólogos e nutricionistas, de dirigentes e treinadores, de uma
enorme equipe anônima que atua diuturnamente para proporcionar às
ginastas as condições ideais de treinamento e competição – da
bordadeira dos uniformes à governanta faz-de-tudo do alojamento da
Seleção.
Esse conjunto de esforços foi novamente acionado em setembro, visando
o principal desafio da equipe neste ano: classificar-se entre as dez
melhores seleções durante o Campeonato Mundial – que desta vez serviu
também como Pré-Olímpico – e assegurar participação na Olimpíada de
2004. No dia 26 daquele mês, a Seleção Brasileira apresentou-se em
Budapeste (Hungria) e, com a 9ª colocação, carimbou o passaporte para
Atenas.
Na Olimpíada de 2000, a meta era simplesmente chegar lá. Missão
cumprida: em Sydney, a equipe foi à final e terminou na 8ª colocação.
Desta vez, pelo otimismo demonstrado pela técnica Bárbara, a meta é
mais ambiciosa. Terá a GR nacional amadurecido o bastante para sonhar
com o pódio olímpico?
Com a resposta, as nossas mulheres de Atenas.
>> Principais conquistas da Seleção Adulta
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