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A professora – que tem livros e artigos publicados sobre o assunto –
lembrou que a população brasileira hoje vive mais, o que significa uma
convivência maior com a velhice, associada às alterações físicas e de
saúde que o envelhecimento traz. "Daí a importância de oferecer
recursos para as pessoas diminuírem as perdas ou lidarem melhor com
estas perdas, que acabam interferindo nas condições sociais."
Este processo leva à perda das possibilidades de interação social e,
conseqüentemente, a uma condição psicológica negativa. "Não é o
envelhecimento em si que produz a condição negativa, mas a forma como
a pessoa experimenta este envelhecimento", explica a professora. E uma
das melhores formas de experimentá-lo é inserindo a atividade física
no dia-a-dia.
Com a autoridade de quem tornou-se uma referência nacional no assunto,
Silene Okuma frisa que o sedentarismo é muito negativo para as
condições de saúde e acelera as modificações resultantes da idade.
"Para diminuir a velocidade da ação do tempo é preciso ativar,
estimular o corpo."
Como os exercícios físicos mantêm a funcionalidade dos sistemas e
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Idosas participam
de aula prática em curso de
pós-graduação: exercícios diminuem dependência
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órgãos, eles aumentam a resistência às doenças. Silene Okuma explica
que, à medida que nos exercitamos, damos uma reserva funcional ao
organismo, permitindo a manutenção de boas condições físicas mesmo no
caso de doenças. Pode não parecer, mas um bom sistema imunológico é
importante também para manter uma relação saudável com o meio. "O
indivíduo, para 'funcionar' no meio social, precisa de um corpo que
funcione", ela resume.
Quando se começa a perder as capacidades, vem a condição de
aprisionamento, geradora de muito mal-estar e de condições
psicológicas negativas. É quando as pessoas passam a assumir o
estereótipo de que o idoso é incapaz. "A longevidade ainda é algo novo
na nossa sociedade. A caricatura que se faz do idoso ainda é de muita
passividade e isolamento. E muitos ainda assumem esta imagem." Segundo
Silene, quando o idoso percebe que não é incapaz, muda seus conceitos
e passa a ter uma relação positiva com a velhice, de menos dependência
dos outros.
Finalmente, a especialista dá um importante recado: "Quem nos mostra
que chegamos à velhice é o corpo. É ele que reflete as transformações.
Não existe envelhecimento social, e sim físico." Daí a importância de
manter o corpo em boas condições.
Ao final do segundo módulo da pós em "Atividade Física, Qualidade de
Vida e Envelhecimento", Silene Okuma e o médico geriatra Marcos
Cabrera, de Londrina, deram palestra aos alunos do curso de Educação
Física. Diante do auditório Alcides Bueno lotado, eles falaram sobre
os efeitos da atividade física na saúde do idoso.
De acordo com o coordenador do curso de pós-graduação, Denílson
Teixeira, esta é uma área cada vez mais emergente na Educação Física,
pela necessidade de manter os idosos ativos e saudáveis.
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