Turismo:
lado a lado com a comunidade
O curso de Turismo e Hotelaria da Unopar conta
com um currículo diferenciado, que mescla teoria e prática
desde o início. Já a partir do primeiro semestre,
o núcleo básico é desenvolvido paralelamente
ao núcleo profissionalizante, com aulas específicas
da área. Além disso, são feitas visitas técnicas
em hotéis, restaurantes, agências de turismo e instituições
ligadas ao turismo. O curso também conta com projetos de
extensão que aproximam o aluno do mercado de trabalho.
Entre estes projetos, destacam-se o de Hotelaria Hospitalar, desenvolvido
no Hospital Evangélico (leia matéria nesta página);
o de Qualificação de Mão-de-Obra Básica
Hoteleira, desenvolvido no Jardim Franciscato (zona sul de Londrina)
em parceria com a Associação das Mulheres Batalhadoras,
para treinamento gratuito de camareiras e garçons; e a parceria
com a Usina do Conhecimento (no Conjunto Parigot de Souza III, zona
norte), para treinamento da comunidade no setor de gastronomia e
hotelaria, entre outras atividades. No semestre que passou, o professor
Djalma Araújo coordenou na Usina oficinas de teatro, de dança,
reciclagem e palestras sobre pontos turísticos de Londrina. |
Entre
os projetos desenvolvidos
estão os treinamentos na área de
gastronomia e hotelaria |

Alunas
fazem a contagem do
enxoval do Hospital Evangélico |
Hotelaria
Hospitalar: um novo mercado que se abre
Quando o hóspede entra no quarto
em um hotel, o funcionamento de todos os equipamentos já
foram checados e as instalações verificadas.
Tudo isso para que o hóspede tenha todo o conforto
e o máximo de aproveitamento durante sua estadia.
Mas, e se ao invés de hotel, o local fosse um hospital,
e ao invés de hóspede, paciente? Estranho? Nem
um pouco. A prática rotineira em procedimentos de qualquer
bom hotel já pode ser encontrada hoje também
em bons hospitais. Caso, em Londrina, do Hospital Evangélico,
que em parceria com o curso de Turismo e Hotelaria da Unopar
está implantando as rotinas da Hotelaria Hospitalar.
Desde o início do ano passado, dois projetos do curso
têm como objetivo levar para dentro do hospital práticas
parecidas com a da hotelaria clássica, ambos coordenados
pelas professoras Daniela Lehmann e Maria Alice Valente Gomes
Crespi. “É claro que em um hotel é mais
fácil agradar o cliente, afinal ele vai porque quer.
Justamente por isso é tão importante a humanização
do atendimento no hospital. Para o paciente, que não
está bem, e para seu acompanhante, que está
bem e vendo tudo, |
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pode ficar a recordação
de que foram bem atendidos. As pessoas estão ficando
cada vez mais exigentes e querem o que há de melhor
nos procedimentos hospitalares, mas também em atendimento
de qualidade”, ressalta Daniela.
O primeiro projeto, “Qualidade de Atendimento no Setor
de Governança e Recepção do Hospital
Evangélico de Londrina”, começou a organizar
os procedimentos de inspeção nos apartamentos.
Sempre que um paciente recebe alta, e antes que outro paciente
seja internado, os estagiários verificam se tudo está
funcionando no quarto, desde a cama até chuveiros e
torneiras.
Outro foco desse projeto, segundo Daniela, é reforçar
o comprometimento dos funcionários, e para isso foram
realizadas palestras de conscientização durante
o último ano. “É importante que o funcionário
esteja preocupado com a resolução dos problemas,
ou seja, se ele detectou algo errado, passa para a manutenção
e depois verifica se foi feito”, explica.
O segundo projeto, “Implantação de Controle
e Rotina de Trabalho no Setor de Governança do Hospital
Evangélico”, está fazendo a contagem do
inventário de enxoval. Tudo isso para implantar um
sistema de controle periódico da rouparia, entre uniformes,
lençóis e toalhas, o quanto se perde e o quanto
se desgasta pelo uso.
O próximo objetivo será verificar como são
utilizados os produtos de limpeza e se há necessidade
de também implantar procedimentos de controle. “Tivemos
condição de vislumbrar melhor o que estávamos
vivendo e despertar para algumas coisas. Isso permitiu que
viabilizássemos com mais rapidez nosso serviço
e a tendência é melhorar”, enfatiza a gerente
de serviços gerais e hotelaria do Hospital Evangélico,
Vera Lúcia Cruz Batista.
Segundo Daniela, a atividade é mais um dos segmentos
da Hotelaria que o profissional pode seguir. “Para o
aluno é importante, é um mercado de trabalho
que está se abrindo. Em São Paulo, por exemplo,
grandes hospitais, como o Albert Einstein, contam com pessoas
específicas trabalhando nesse setor. Em Londrina, o
Evangélico é o primeiro hospital de grande porte
a se preocupar com isso”, afirma. Participam do projeto
de cinco a seis alunos por vez, durante cerca de cinco semanas
ou até que se complete a carga horária de estágio
(100 horas). |
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