Atividades
dos
alunos de Fisioterapia |
Clínica
de Fisioterapia torna-se referência
Por
causa de uma grave lesão na virilha, o jogador de futebol
Carlos Roberto de Lima, de 24 anos, deixou de voltar à Rússia
onde jogava e pretendia renovar seu contrato. Foi graças
a um tratamento especializado na Clínica de Fisioterapia
da Unopar que hoje ele está curado e comemora a nova contratação:
“Tião”, como é mais conhecido, é
um dos mais novos jogadores do Nacional de Rolândia. “Ia
voltar para a Rússia para renovar meu contrato, mas sentia
muita dor e fiquei oito meses sem jogar. Graças a Deus meu
problema foi resolvido, tenho muito a agradecer ao pessoal da Unopar”,
afirma.
Além de Tião, o projeto “Prática de Atendimento
de Fisioterapia no Ambulatório Desportivo” já
reabilitou dezenas de atletas amadores e profissionais, a maioria
jogadores de futebol da região. Em funcionamento desde o
início de 2002, mais de 300 atletas já foram atendidos
por ano. E a taxa de recuperação é alta, segundo
o coordenador do projeto, professor Carlos Eduardo de Carvalho –
“o percentual de cura é de 90%”.
Submetidos a uma intensa rotina de treinamentos e competições,
os atletas têm um risco maior de sofrerem lesões. E
quando estão lesionados, precisam se recuperar rapidamente,
já que o esporte é o trabalho deles. “A cura
tem que ser proposta de uma maneira mais rápida, temos que
acelerar o tempo de recuperação fisiológico,
e é isso que temos aprimorado”, explica Carvalho.
Uma das maneiras de fazer isso, segundo o professor, foi mudando
o conceito de cura de uma das lesões de mais difícil
tratamento, a pubalgia, uma espécie de inflamação
na virilha. Segundo o professor, os atletas acreditavam que apenas
a fisioterapia e os medicamentos seriam suficientes para a cura.
Mas o que acontecia, depois de um tempo jogando, era a volta das
dores e da inflamação. “Tivemos que ‘radicalizar’.
Além da fisioterapia e dos medicamentos, o jogador também
passou a fazer repouso. Isso é fundamental, conseguimos mudar
o conceito de cura, nós criamos um centro de referência”,
enfatiza.
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Outra
preocupação do projeto é com a prevenção,
já que, segundo o professor, muitos casos são decorrentes
da falta de alongamento antes do treinamento e de exercícios
de fortalecimento dos músculos. Para isso, a meta do projeto
é formalizar um convênio com os dois times de futebol
em Londrina que já são atendidos esporadicamente,
o Londrina Esporte Clube (LEC) e o Portuguesa. “A universidade
é um pólo de ciência que deve ser colocado a
favor da comunidade”, ressalta Carvalho.
Para os estagiários que participam do projeto, é a
oportunidade de atender situações reais da prática
fisioterapêutica na reabilitação de atletas.
A cada semestre, cerca de oito alunos dos terceiro e quarto anos
do curso de Fisioterapia participam do projeto, que também
conta com a atuação do médico ortopedista Marcello
Tito, e do “olheiro” Marcelo Galiano, “que encaminha
muitos dos atletas para o atendimento no ambulatório”,
segundo Carvalho. Além de jogadores de futebol, o projeto
presta atendimento aos alunos de Educação Física
da Unopar, atletas de judô, basquete e ginástica rítmica
(equipes juvenil e infantil). |